No último ano e meio, o processo do novo Aeroporto de Lisboa foi exemplar. Fez-se uma avaliação técnica e científica, com a participação da academia e de especialistas. O Governo envolveu a oposição. Entretanto, o poder mudou, mas, não obstante, a principal proposta da comissão, e para todos os efeitos a melhor opção em cima da mesa, é formalizada. Tudo isto a culminar num dia verdadeiramente inatacável, o de ontem. Montenegro falou ao País, e fez bem, porque se trata de uma obra estruturante que quase se transformou num trauma nacional. Logo a seguir, o outro partido fundamental para o regime declarou o apoio à solução, garantindo que não voltaremos ao pára-arranca que tantas vezes nos atormenta. Se tudo se tivesse passado no último ano e meio, a escolha do novo aeroporto faria de nós um País modelar, com enorme qualidade de decisão e de governação, e com muita capacidade de criar consensos em redor das questões fundamentais. O problema foram os outros 50 anos, em que tudo andou para a frente e para trás, de forma muitas vezes surreal. Mas ontem finalmente o processo andou. Parece mentira, numa história que já leva 50 anos, mas agora começa a fase mais difícil. Cabe ao Governo garantir que, desta vez, o processo não parará à primeira contrariedade. Seria imperdoável, e fatal para o Executivo.
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