Milanez Neto (MDB) teme que o processo eleitoral de João Pessoa possa ser viciado
O vereador Milanez Neto (MDB) demonstrou preocupação em relação à atuação do crime organizado em João Pessoa, em pronunciamento na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), nesta terça-feira (14). “Não podemos permitir que o processo eleitoral de João Pessoa seja viciado”, destacou.
De acordo com Milanez, o tema começou a ser trazido por ele à tribuna da Casa há cerca de um ano, durante o processo de eleição para o conselho tutelar. “Quando vi a ‘cracolândia’ se formando em torno do Mercado de Artesanato me preocupei bastante, e trouxe para a Câmara esse tema, que culminou com a primeira fase, ainda inconclusa, da Operação Mandare, na qual tivemos três órgãos da Prefeitura de João Pessoa com busca e apreensão, secretarias importantes da nossa cidade, como a de Desenvolvimento Humano, de Saúde e a Emlur. A gente já falava, naquele episódio, que existia nitidamente um aparelhamento envolvendo o poder público municipal”, lembrou.
“Fui ao Tribunal Regional Eleitoral e tratei do tema. Fui a todos os órgãos possíveis e imagináveis para que não permitissem viciar o processo eleitoral na Paraíba. Até então, só víamos isso no Rio de Janeiro, e víamos com preocupação, porque culminou com o assassinato da vereadora Marielle Franco. Isso só terminou quando ocorreu a federalização daquele caso”, relatou o parlamentar, afirmando também ter ido a Brasília na semana passada.
Milanez sugeriu a criação urgente de uma comissão. “Entendo que nós precisamos urgentemente criar uma comissão suprapartidária para acompanhar essa operação, independente de partido político. Não podemos permitir que o processo eleitoral de João Pessoa seja viciado. Não quero acusar a, b ou c, mas quero que todos os parlamentares possam disputar uma eleição limpa. A democracia não pode ter medo”, acrescentou.
Em aparte, o Coronel Sobreira (Novo) questionou se de fato estamos vivendo em um país democrático, já que existem limitações para ter acesso a alguns bairros e regiões da cidade. “Como é que a gente pode chegar a uma situação como essa? É difícil a gente não ficar totalmente desmotivado com isso. Mas, ao mesmo tempo, vem a sensação de querer mudar alguma coisa, de que isso seja superado”, reforçou Marcos Henriques (PT).
“O que estamos fazendo aqui é uma defesa expressa da democracia. Nada ofende mais a democracia do que a violência do tráfico em uma cidade, dizendo em quem você deve votar. Essa luta é pela cidade de João Pessoa, pela democracia”, asseverou Carlão (PL).
“O que ainda me dói é ter a dúvida se esse tráfico não está adentrado ao poder público. Onde era para se fazer políticas públicas está se fazendo acordo com o tráfico. O que me cabe fazer agora é propor uma CPI para acompanhar as investigações já tornadas públicas. Vou apresentar esse pedido de CPI na próxima semana e espero contar com o apoio dos 27 parlamentares. Não sabemos aonde isso vai terminar”, finalizou Milanez.
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