A Coordenadoria de Promoção à Cidadania LGBT mantém um dos serviços mais procurados pelas pessoas LGBTQIA+, que são os atendimentos psicológicos. Com uma acolhida adequada, escuta qualificada e abordagem centrada na humanização, a psicologia tem dado resultados expressivos, no sentido de reforçar o autoconhecimento e a dignidade dos usuários.
Luna Viana é uma mulher trans de 19 anos e trabalha com comunicação, através do programa Jovem Aprendiz. Ela é uma das muitas que têm na psicologia um suporte necessário para lidar com os momentos que a vida impõe.
Ela chegou até a Coordenadoria através de uma outra demanda, estava buscando orientação para retificar sua documentação. Hoje, Luna faz um acompanhamento psicológico frequente e fala do quanto este serviço foi e é necessário para seu entendimento como uma pessoa trans numa sociedade ainda bastante preconceituosa.
“Com as sessões, tenho aprendido a buscar cura para mim mesma. Graças à terapia eu faço escolhas mais conscientes entendendo meus problemas sem me perder tanto neles. A minha psicóloga faz eu me sentir realmente ouvida. Com a ajuda dela, consigo enxergar as minhas potências, minhas possibilidades num momento em que eu não conseguia ver isso”, afirmou Luna.
A coordenadora de Psicologia da Coordenadoria LGBT, Thamara Bernardino, explicou que trata-se de um público que tem suas especificidades e isso exige mais de um profissional. “As pessoas que nos procuram são as mais diversas possíveis e identificamos que existe uma dificuldade de pertencimento dentro da sociedade. Muitas vezes são pessoas em sofrimento psíquico, pois enfrentam todas as formas de violência”, disse a psicóloga.
Ela acrescentou que, por outro lado, a Coordenadoria LGBT recebe pessoas que estão em busca do autoconhecimento. “Quando a gente se conhece melhor, sabe até onde por ir, é possível conhecer nossos limites, mas também compreender que existem fortalezas que podem ser ultrapassadas. Isso abre muitas portas”, explicou Thamara Bernardino.
Luna pode ser um exemplo do que representa o autoconhecimento para uma pessoa trans. “Muito do que eu tenho conquistado hoje é resultado desse apoio psicológico, desse incentivo. Como uma pessoa trans, atravessando várias situações em muitas camadas, vale a pena ter este apoio. E não é apenas conseguir lidar com os problemas, acho que é aprender a tomar as rédeas do protagonismo da sua vida”, afirmou.

Se a terapia tem sido definidora para que Luna tenha uma vida digna e exerça seus direitos de cidadã como todas as pessoas, para a psicóloga Thamara Bernardino também há um papel decisivo na profissão que escolheu.
“É um desafio e uma experiência transformadora porque a escuta humanizada é o que dá sentido a esta prática clínica. Para mim é um gesto ético, político e humano. Este trabalho é um compromisso com a dignidade humana. Cada indivíduo que chega aqui carrega sua história de vida que é única e precisa ser respeitada”, pontuou.
A Coordenadoria LGBT está situada na Rua Diogo Velho, 150, Centro. Para mais informações sobre o atendimento psicológico, as pessoas interessadas podem entrar em contato através do WhatsApp 83 99394-3402.
Andrea Alves
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