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Estação Cabo Branco recebe exposição de artista francesa que percorre imagens, memórias e espiritualidades

Estação Cabo Branco recebe exposição de artista francesa que percorre imagens, memórias e espiritualidades

‘Atlas Sensível – Topografia de um Território Vivo’. Esta é a exposição imersiva que a artista francesa Romane Izkaria apresenta neste sábado (18), a partir das 16h, na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, localizada no bairro do Altiplano. A exposição percorre um território feito de imagens, memórias e espiritualidades, incluindo um filme documental de 45 minutos exibido em uma instalação que evoca as televisões públicas das praças brasileiras dos anos 1980, criando um espaço coletivo de escuta.

“A exposição reúne ainda uma grande instalação com impressões sobre papel de algodão e outros trabalhos que se desdobram no espaço”, disse Rodrigo Barão, um dos integrantes da Estação Cabo Branco, acrescentando que a exposição é desenvolvida a partir de uma imersão no Nordeste brasileiro. “O projeto dialoga com saberes da ciência da Jurema, revelando camadas invisíveis do território — entre crenças, presenças e formas de resistência”.

Sobre a artista – Romane Iskaria é uma fotógrafa e artista francesa. Seu trabalho se desenvolve entre a Europa, o Brasil e o Oriente Médio. Atuando na interseção entre a fotografia documental e narrativa, desenvolve projetos de longo prazo que exploram a memória, o exílio e a transmissão de identidades diaspóricas. Sua prática fotográfica envolve comunidades marcadas pelo deslocamento, pela injustiça histórica e pelo apagamento cultural.

Por meio de processos colaborativos e imersivos, cria espaços visuais onde vozes marginalizadas e histórias frágeis podem ressurgir, permitindo que narrativas pessoais e coletivas sejam compartilhadas e preservadas. Seu olhar, consciente de sua posição como mulher branca e estrangeira em um espaço marcado pela história colonial, carrega também os traços de uma herança Assíria marcada pelo deslocamento e pela violência histórica, o que ressoa diretamente em suas investigações sobre apagamento e comunidade. Inscreve-se assim em uma estética da relação: um trabalho fundamentado na escuta, na reciprocidade e na circulação das memórias. Seu trabalho foi exibido internacionalmente em toda a Europa, nos Estados Unidos, no Brasil e no Oriente Médio.

Iskaria possui mestrado em Fotografia e Artes Visuais do Espaço pela ENSAV La Cambre, em Bruxelas (2022), e DNAP pela Escola de Belas-Artes de Marselha (2018). Em 2024, recebeu o Emerging Belgian Photography Award do FOMU – Fotomuseum Antwerp Belgica.

Felipe Silveira

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