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Homero Sá expõe na Estação Cabo Branco obras que retratam o Sertão nordestino

Homero Sá expõe na Estação Cabo Branco obras que retratam o Sertão nordestino

A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no bairro do Altiplano, abre para visitação, neste sábado (16), a exposição ‘Retratos do Sertão: Vozes e Cores’, do artista plástico paraibano Homero Sá.  São pinturas em 20 telas que ficarão expostas por três meses. Todas as telas foram intituladas com nomes de músicas de cantores nordestinos, dentre eles Pinto do Acordeon, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, Geraldo Azevedo e Luiz Gonzaga.

Há mais de 30 anos no meio artístico, Homero Sá exibe seus trabalho pela primeira vez na Estação Cabo Branco. Ele disse está realizando um sonho, já que o local é um espaço cultural reconhecido. “Um espaço muito cultural, respira arte, cultura. Lugar turístico com grande propagação de divulgação na mídia local e nacional. Realização para qualquer um. Uma reviravolta na nossa vida”, afirmou.

As telas da exposição retratam a poesia e a força do Sertão nordestino. Sob a curadoria de Hector Alejandro Muñoz Molina, a mostra apresenta uma série de pinturas em óleo sobre tela que busca traduzir a alma, a fauna e a flora da paisagem nordestina. “Como exemplo cito à tela `Matuto Teimoso’, inspirada na música de Pinto do Acordeon, do qual sempre fui fã. Tem também a tela `Asa Branca`, de Luiz Gonzaga. Dois dos vários cantores inspirados nesta exposição”, afirmou Homero Sá, informando que desde 2020 pinta telas contando a história do Sertão. “Cada tela reflete a música de um artista nordestino, que transmite a fauna, a flora e a vida no Sertão”, acrescentou.

A exposição é um reflexo das vivências do artista plástico e registros fotográficos realizados em visitas constantes à sua terra natal. Os tons terrosos e avermelhados expressam a dureza e a resistência da seca, enquanto os verdes vibrantes surgem como um “acontecimento” que marca o período das chuvas. “A cor, para mim, não é só uma escolha estética. Ela organiza o tempo do Sertão, marca seus ciclos, revela suas transformações”, explica o artista.

Um dos diferenciais da mostra é a experimentação tátil. Em obras como Fogo pagou e O jumento é nosso irmão, Homero insere materiais orgânicos como argila, gravetos e galhos naturais, rompendo a superfície plana da tela e aproximando o espectador do próprio chão do Sertão. Essa materialidade é acompanhada por uma busca espiritual que valoriza a dignidade do trabalho simples e a preservação da natureza.

Artista – Natural de Pombal, município do Sertão paraibano, Homero Nóbrega Sá é formado em Economia e há mais de 30 anos trabalha com artes plásticas. Quando criança, seus primeiros passos para se notabilizar na cultura foram reproduções de gibi, com obras de Walt Disney. Ao longo da carreira, muitas foram suas exposições, dentre elas na Justiça Federal da Paraíba, Tribunal Regional do Trabalho, Shopping Tambiá, dentre outros espaços.

Homero Sá constrói sua trajetória artística sob a influência direta de dois grandes nomes de sua terra natal: o poeta Leandro Gomes de Barros, de quem herdou o apreço pela simplicidade e pelas tradições do cordel, e o economista Celso Furtado, cuja visão social e pensamento sobre o Nordeste foram fundamentais em sua formação intelectual e humana.

Serviço

Exposição: Retratos do Sertão: Vozes e Cores

Artista: Homero Sá

Curadoria: Hector Alejandro Muñoz Molina

Abertura: Sábado  – 16 de maio

Horário: 16h

Local: 1° andar da Torre Mirante da Estação Cabo Branco

Entrada: Gratuita

Cristina Cavalcante

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