A Justiça da Paraíba condenou um contador, de 64 anos, a 11 anos de prisão em regime fechado por armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantojuvenil. A sentença foi determinada pela juíza Virgínia Gaudêncio de Novais da Vara de Crimes contra Pessoas Hipervulneráveis de João Pessoa.
A decisão determinou ainda a perda dos equipamentos eletrônicos utilizados pelo contador nos crimes e a suspensão dos direitos políticos durante período da condenação.
A defesa alegou insuficiência de provas e questionou a capacidade mental do acusado.
Segundo a juíza, a tentativa do condenado de ocultar um dos celulares durante o cumprimento do mandado de busca demonstrou plena consciência da ilicitude da conduta. Além disso, destacou a robustez de provas.
O volume extraordinário de material apreendido e o compartilhamento em múltiplos grupos foram considerados para condenação do contador.
Sobre a investigação
De acordo com o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), o caso teve origem através da “Operação Bad Vibes” da Homeland Security Investigations (agência de segurança dos Estados Unidos), que investigava grupos criminosos no aplicativo Viber dedicados à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Após número brasileiro ser encontrado nas atividades ilícitas, investigações revelaram que desde 2021, o contador mantinha um vasto acervo de material ilegal.
A perícia nos dispositivos eletrônicos identificou mais de 50 mil fotos e 16 mil vídeos de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes, armazenados em celular e HD externo.
O condenado também compartilhava ativamente o material por meio de grupos com nomes que faziam referência explícita a abuso de menores.
Com ClickPB
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