Sintep-PB denuncia atraso salarial de vigilantes terceirizados e critica precarização do serviço público

A diretora da 3ª Regional do Sintep-PB, em Campina Grande, Socorro Ramalho, participou na segunda-feira, 22 de dezembro, de uma reunião com vigilantes terceirizados das escolas estaduais, contratados pela empresa Kairós, que enfrentam atraso no pagamento de salários e do vale-alimentação.

De acordo com os trabalhadores, os vigilantes estão sem receber o salário do mês de novembro, além do benefício alimentação, o que tem gerado sérias dificuldades para garantir a subsistência de suas famílias.

Diante da situação, Socorro Ramalho esteve com os trabalhadores na 3ª Gerência Regional de Educação, acompanhada de representantes do sindicato. Segundo relatos dos vigilantes, caso o problema não seja resolvido de forma imediata, há a possibilidade de paralisação das atividades.

Após a intervenção do sindicato, o coordenador-geral do Sintep-PB, Felipe Baunilha, entrou em contato com o secretário de Estado da Educação, Wilson Filho, que informou que o Governo do Estado realizou o pagamento à empresa Kairós no dia 21 de dezembro. No entanto, até o momento, os trabalhadores não receberam os valores devidos, o que aponta para a responsabilidade direta da empresa terceirizada.

A situação tem mobilizado a solidariedade dentro das próprias escolas. Professores, funcionários e trabalhadores de outras empresas relataram a realização de vaquinhas solidárias para arrecadar alimentos e montar cestas básicas destinadas aos vigilantes da empresa Kairós, que seguem sem receber seus salários.

Sobre o caso, o coordenador-geral do Sintep-PB, Felipe Baunilha, destaca que esse tipo de problema é consequência direta da terceirização dos serviços nas escolas públicas. Segundo ele, o sindicato é contrário a esse modelo, que fragiliza vínculos de trabalho, dificulta a fiscalização e compromete a garantia de direitos básicos.

“O Sintep-PB defende a realização de concurso público para todos os trabalhadores e trabalhadoras que atuam nas escolas, incluindo vigilantes, merendeiras e demais profissionais de apoio. A terceirização representa a precarização do serviço público e não garante dignidade a quem mantém as escolas funcionando”, destaca Felipe Baunilha.

O Sintep-PB seguirá acompanhando o caso, cobrando providências do Governo do Estado e exigindo que a empresa Kairós regularize imediatamente o pagamento dos trabalhadores, assegurando respeito aos direitos trabalhistas e condições dignas de trabalho.

Ascom/sintep-Pb

Jose Paiva

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