A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiu limitar a complexidade da sua propaganda televisiva, optando por um número menor de cenas em comparação ao adversário.
De acordo com a avaliação interna, o candidato do PT deve apresentar cerca de 200 cenas nos seus 5 minutos de tempo gratuito, enquanto a bancada de Flávio trabalhará com aproximadamente 30 cenas nos 4 minutos e 20 segundos que lhe foram atribuídos.
Se o PT tem um tempo de televisão de 5 minutos, eles vão colocar umas 200 cenas no ar. O Flávio deve trabalhar com umas 30 cenas. É o que dá para fazer em duas ou três semanas
A limitação de tempo tem origem no cronograma definido pelo Tribunal Superior Eleitoral em 20 de agosto, que distribuiu o horário gratuito entre os concorrentes, reservando a maior fatia ao petista.
Equipe de comunicação e substituições
A recém‑nomeada direção de marketing, chefiada por Duda Lima, assumiu o cargo há aproximadamente três semanas, sucedendo Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari, que haviam entrado na campanha pouco tempo antes.
Esta é a segunda mudança nos últimos três meses; no fim de maio, Fischer e Oltramari tomaram lugar de Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, que havia liderado a comunicação anteriormente.
A rotatividade ocorreu após a exposição de conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex‑controlador do Banco Master, gerando uma crise que impactou a estratégia de marketing.
Distribuição de tempo e demais candidatos
Além de Flávio, o TSE destinou 5 minutos e 31 segundos a Lula, 2 minutos e 2 segundos a Ronaldo Caiado (PSD) e 35 segundos a Augusto Cury (Avante). Os candidatos Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não receberam tempo, por não atingirem a representatividade mínima.
Em meio a essas restrições, a campanha busca concentrar sua mensagem em menos peças, enquanto uma pesquisa da BTG/Nexus sugere que Flávio teria vantagem sobre Lula, indicando potencial impacto da nova abordagem.
