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Executivos apontam Marcelo Kayath e Daniella Marques como pilares do governo de Flávio Bolsonaro

Executivos apontam Marcelo Kayath e Daniella Marques como pilares do governo de Flávio Bolsonaro

Um jantar realizado na noite de quinta‑feira, dia 27, em São Paulo, aproximou Flávio Bolsonaro de representantes de peso do mercado financeiro, com o objetivo de discutir nomes para um futuro governo. O encontro ocorreu na residência de Marcelo Kayath, ex‑presidente do Credit Suisse no Brasil, e contou também com a presença da ex‑presidenta da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques.

Quem esteve presente

Além de Kayath e Marques, a mesa foi ocupada por executivos e empresários de diferentes setores: Daniel Goldberg (Lumina Capital), Milton Maluhy Filho (Itaú Unibanco), Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), João Camargo (Esfera Brasil), Christian George Egan (B3), Gilson Finkelsztain (Santander), Fernando Antônio Simões (JSL), Fábio Ermírio de Moraes (Votorantim), Roberto de Oliveira Campos Neto (Nubank), Richard Gerdau Johannpeter (Gerdau), Pedro Pullen Parente (EB Capital) e José Galló (ex‑Renner). A amplitude da lista demonstra o esforço de Flávio em alcançar diversas áreas do setor empresarial.

Durante o jantar, os participantes sugeriram que Kayath seja nomeado para comandar o Ministério da Fazenda, enquanto defendiam que Daniella Marques poderia assumir a Casa Civil. A proposta gerou aplausos e sinalizou a intenção de formar um núcleo executivo com lideranças já consolidadas no sistema financeiro.

Detalhes das propostas

Os executivos retomaram a brincadeira que fazia alusão à campanha de 2018, quando o então candidato Jair Bolsonaro chamou Paulo Guedes de “Posto Ipiranga”. No jantar, foi dito que Flávio teria, em vez de um, dois “postos Ipiranga”, referindo‑se a Kayath e a Marques, o que gerou risos e reforçou a proximidade dos candidatos com o setor bancário.

Kayath, que apoiou Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 e alegou que Bolsonaro provocava mais instabilidade no mercado, agora estaria “decepcionado” com a condução da atual economia, segundo fontes próximas. Essa mudança de postura foi destacada pelos investidores presentes como um sinal de possível reavaliação das políticas econômicas.

Reações dos executivos

Flávio afirmou que não pretende concorrer à reeleição caso seja eleito presidente, declaração que foi interpretada como abertura para medidas estruturais e reformas econômicas sem a pressão de uma nova disputa eleitoral. Três participantes confirmaram que a promessa foi bem recebida, indicando confiança na disposição do candidato em adotar uma agenda econômica mais firme.

Questionado sobre a alta rejeição que enfrenta entre os eleitores, o candidato afirmou que buscará destacar uma postura mais conciliadora em relação ao pai, estratégia que pretende fortalecer a comunicação da campanha. Ele também ressaltou que a falta de coligação com outros partidos lhe garante autonomia para escolher a equipe, sem precisar atender a indicações de diferentes legendas.

Na sexta‑feira, dia 28, Flávio deve anunciar outro nome de sua equipe em entrevista ao Jornal Nacional, porém a indicação não está relacionada à área econômica. O jantar, portanto, se tornou um marco na aproximação do candidato com o setor financeiro e empresarial, complementado ainda por um encontro em Osasco com dirigentes do Bradesco no mesmo dia.

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