Mauro Machado, pai da cantora Anitta e conhecido como “Painitto”, utilizou redes sociais para registrar sua insatisfação com a sabatina de Luiz Inácio Lula da Silva exibida na TV Globo na quinta‑feira (27). A postagem trouxe uma série de observações sobre a postura dos dois jornalistas responsáveis pela entrevista.
O autor da mensagem afirmou que sentiu desconforto ao perceber que os entrevistadores buscavam colocar o presidente em situações que considerou “armadilhas”. Ele declarou que, ao assistir ao programa, mudou a avaliação que tinha acerca dos comunicadores.
Sei que são funcionários e cumprem ordens, mas o prazer de destilar toda uma armadilha sobre um presidente ficou escancarado
Machado ainda argumentou que a intenção de pressionar Lula era evidente, ressaltando que os jornalistas eram “funcionários” que “cumpriam ordens”, mas que o tom da entrevista demonstrava um prazer em montar situações desfavoráveis ao chefe de Estado.
Em comparação, o pai de Anitta sugeriu que um eventual confronto com Donald Trump teria resultado em uma reação mais violenta, com o então presidente norte‑americano supostamente abandonando a entrevista e exigindo o fechamento da emissora.
Se fosse com Trump, ele teria abandonado a entrevista, ofendendo-os, e estaria mandando fechar a emissora
Apesar das críticas ao formato, Mauro Machado elogiou a postura de Lula, destacando que o presidente respondeu aos questionamentos “com classe e educação”, transformando a situação adversa em algo positivo.
Com classe e educação, soube fazer de um limão uma limonada. Respondeu e provou com respostas técnicas, todas as armadilhas montadas contra ele
O pai de Anitta também comparou o clima da entrevista aos interrogatórios conduzidos pelo ex‑juiz Sergio Moro durante a Operação Lava Jato, afirmando que, por alguns minutos, pareceu assistir a uma “reapresentação” desses questionamentos.
Por alguns minutos eu pensei ser a reapresentação dos interrogatórios de Moro durante o processo que vitimou Lula
Em sua avaliação final, ele classificou a sabatina como “ridícula e covarde”, denunciando o que chamou de “inquisição montada pelo MP global”.
Foi ridícula e covarde
Concluiu ainda que, independentemente da condução hostil, a exposição trouxe um resultado positivo ao presidente, que saiu “fortalecido”, qualificando o efeito como “útil, efeito lindo, foi bom e foi mais engrandecedor que já é”.
Assim, a crítica de Mauro Machado evidencia um ponto de vista que conjuga avaliação dos jornalistas, comparações internacionais e apreciação do desempenho do presidente diante de um cenário considerado desfavorável.
