O general Francis L. Donovan classificou a cooperação entre Estados Unidos, Colômbia e Equador como uma mudança de paradigma no combate ao narcotráfico.
Em reunião realizada em San Lorenzo, no Equador, autoridades de defesa dos três países traçaram uma estratégia que visa “caçar a liderança dos cartéis, destruir sua logística e negar-lhes refúgio permanente”.
Declarações dos líderes
A fronteira entre a Colômbia e o Equador é um ponto de estrangulamento geográfico que os cartéis violentos exploram há muito tempo. Hoje, estamos mudando o jogo
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que a coalizão pretende ampliar operações terrestres contra organizações rotuladas como narcoterroristas, equiparando‑as a desafios globais como o ISIS.
Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo norte‑americano ou nossos parceiros, essas organizações são um alvo, assim como o ISIS ou a Al‑Qaida
Um porta‑voz do Departamento de Estado esclareceu que a classificação de facções brasileiras como terroristas não concede poderes adicionais às forças armadas americanas.
A classificação como organização terrorista não confere às Forças Armadas dos EUA quaisquer poderes adicionais que elas já não possuam
Detalhes da cooperação militar
A Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C) começou com 12 países fundadores e, após a adesão da Colômbia, passou a contar com 19 membros, incluindo Equador, Argentina, Bolívia, Chile, El Salvador, Peru e Honduras.
No âmbito colombiano, o presidente Abelardo de la Espriella anunciou a retomada da fumigação aérea de plantações de coca, o congelamento dos processos de “paz total” iniciados por seu predecessor e a criação de um “estatuto antiterrorista” para classificar criminosos como terroristas.
O Equador, sob a presidência de Daniel Noboa, já havia estabelecido parceria militar com os EUA em março, realizando operações conjuntas de inteligência, vigilância e treinamento contra grupos classificados como terroristas, após declarar em 2024 um “conflito armado interno” contra o narcotráfico.
Segundo Hegseth, a estratégia americana representa uma mudança em relação ao modelo tradicional, que privilegiava ações policiais e interdição de embarcações; agora, o foco inclui operações terrestres coordenadas com os parceiros regionais.
