Em transmissão realizada neste domingo (30), o programa Fantástico divulgou uma reportagem que reúne múltiplos documentos judiciais e declarações de Roberta Luchsinger, empresária amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha). O foco esteve nas dívidas pendentes e nas investigações da Polícia Federal que incluem figuras próximas ao governo.
Processos financeiros e tentativas de localização
Os autos judiciais apontam que Roberta responde a processos em São Paulo e Minas Gerais por dívidas não quitadas. Em diversas ocasiões, oficiais de justiça relataram dificuldades para encontrá‑la nos endereços constantes nos autos, o que impediu a efetivação de medidas de busca de patrimônio ou de recursos financeiros.
Segundo os documentos, foram realizadas investigações de bens que não resultaram na localização de recursos capazes de custear as despesas processuais. Em duas ações distintas, a própria empresária declarou não dispor de condições financeiras para assumir os custos processuais, reforçando a alegação de insuficiência de recursos.
Declarações sobre Marcola e Lulinha
Durante a reportagem, Roberta Luchsinger respondeu a questionamentos sobre seu suposto pagamento ao ex‑chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Ribeiro (Marcola). Ela negou qualquer pagamento, justificando que apenas ajudou um amigo e reconhecendo que deveria ter sido cautelosa ao lidar com alguém que ocupava tal posição.
Não fiz pagamentos ao Marcola. Eu ajudei um amigo. Óbvio, eu deveria ter sido atenta ao fato de ser ele chefe de gabinete do presidente. Mas é covardia ‘linkar’ uma coisa na outra
Em relação à ligação com Lulinha, a empresária confirmou a amizade e revelou que chegou a considerar a realização de negócios fora da esfera pública, embora reconheça que qualquer iniciativa envolvendo o filho do ex‑presidente seria “mal vista”.
Eu e Fábio somos amigos. Já tivemos intenção de fazermos coisas juntos fora do âmbito público, porém, sabemos que qualquer coisa que ele faça sempre será mal vista.
Investigação da Polícia Federal e outros vínculos
A Polícia Federal inclui Roberta em apurações que investigam suspeitas de corrupção e tráfico de influência em Brasília. Além de Marcola e Lulinha, a investigação menciona o lobista Antônio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador de um esquema de fraudes envolvendo benefícios previdenciários e que foi preso preventivamente.
Os detalhes trazidos pela reportagem reforçam o panorama de processos judiciais ainda em curso, a ausência de bens localizados e as declarações da própria empresária, que reconhece a amizade com Lulinha e nega pagamentos a Marcola, ao mesmo tempo em que não dispõe de documentos que comprovem suas alegações de origem familiar.
