George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, esteve no centro de uma controvérsia na tarde da última sexta-feira (25). O servidor público compartilhou em suas redes sociais uma publicação que abertamente incentivava a divulgação de uma informação sabidamente falsa, gerando repercussão e questionamentos sobre a postura oficial de um membro do alto escalão do governo.
A postagem em questão fazia referência a uma mentira que buscava associar o senador Flávio Bolsonaro (PL) a um episódio controverso ou desrespeitoso envolvendo a figura de Nossa Senhora Aparecida. O teor da mensagem repostada por Marques era ainda mais alarmante, pois não apenas veiculava a desinformação, mas explicitamente pedia para que se ‘deixasse rolar’ a fake news, indicando uma deliberada intenção de propagar o conteúdo inverídico.
A atitude de um coordenador de Estratégia e Informação da Secom, órgão responsável pela comunicação oficial e pela defesa da verdade no ambiente digital, de endossar e estimular a disseminação de notícias falsas é vista com grande preocupação. Especialistas em comunicação e ética pública apontam que tal conduta mina a credibilidade das instituições e contraria os esforços de combate à desinformação, um desafio crescente para democracias em todo o mundo.
O incidente coloca em xeque a política do governo federal em relação à proliferação de fake news, especialmente quando um de seus próprios funcionários de alto cargo, incumbido de gerenciar a estratégia de comunicação, parece agir em sentido oposto. A situação aguarda desdobramentos e possíveis manifestações da Presidência da República ou da própria Secretaria de Comunicação Social sobre as medidas a serem tomadas diante do ocorrido.
Fonte: direitaonline.com.br