Os manifestantes partiram da frente da Biblioteca Nacional, onde jovens subiram em um trio elétrico para expressar apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 (projeto em trâmite no Senado), aos programas sociais do governo, à educação gratuita e ao Sistema Único de Saúde, além de se posicionarem contra privatizações.
Durante a caminhada pela Esplanada dos Ministérios, a multidão observou as palavras “Estudantes pela democracia” projetadas na cúpula do Museu Nacional da República.
O ato, que começou no final da tarde, foi marcado por cânticos dos estudantes e apoiadores, que ressaltaram a importância dos programas do governo do atual presidente para suas vidas.
Muitos carregavam cartazes de agradecimento ao presidente, enfatizando que o acesso ao ensino superior seria inviável sem o Prouni.
“Hoje eu curso enfermagem graças a essa iniciativa. Sou uma jovem da periferia aqui de Sobradinho, a primeira da minha família na faculdade”, disse Ana Luiza Moraes, de 20 anos, moradora de Sobradinho.
Ao lado de Ana Luiza, a amiga Natiele Rodrigues, de 19 anos, também moradora de Sobradinho, defendeu a necessidade de maior engajamento dos jovens na luta por programas como o Prouni (Programa Universidade para Todos) e pela democracia.
Próxima ao grupo, a comerciante autônoma Michele Andrade, de 22 anos, de Ceilândia, vendia água e refrigerante e demonstrou entusiasmo com a manifestação.
“Não consegui chegar a uma faculdade, mas sei que nós, mulheres, precisamos nos defender. O presidente falou coisas importantes em nossa defesa”, disse Michele Andrade.
Outra participante da manifestação, a estudante de psicologia Ana Clara Queiroz, de 19 anos, expressou a crença de que mulheres, pessoas LGBT e a população de baixa renda têm maior interesse na reeleição de Lula, por acreditarem em mais políticas públicas direcionadas a esses grupos.
“Eu, como mulher, negra e LGBT, tenho medo de que direitos sejam retirados”, afirmou a universitária.
Ao lado de Ana Clara, a amiga Isabela Rodrigues, de 20 anos, que faz cursinho para ingressar em medicina veterinária, avalia que os jovens despertaram para a importância do voto neste ano. “Chegamos com mais ânimo agora. Principalmente nós que somos pobres”, declarou Isabela.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br