Alexandre de Moraes autorizou que Jair Bolsonaro deixe a prisão domiciliar por um período limitado para receber atendimento odontológico.
Detalhes da autorização
O procedimento será realizado no Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal, escolhido pelo Batalhão da Polícia Militar por oferecer a estrutura necessária e garantir a segurança com escolta.
A defesa do ex‑presidente havia requerido que o dentista fosse Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro, porém a solicitação foi recusada, ficando o atendimento a cargo de um profissional da própria corporação.
O pedido da defesa foi protocolado em 14/8/2026 e previa a realização da consulta em 21/8/2026, mas o ministro ressaltou que não há urgência e que a data será definida entre o subdiretor TC Allenson Nascimento Lopes e os advogados.
Declarações oficiais
Da mesma maneira, por motivos de segurança, a data e horário a ser realizado o atendimento odontológico deverão ser estabelecidos entre o TC Allenson Nascimento Lopes, Subdiretor do Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal e a Defesa do sentenciado, uma vez que, conforme o próprio requerimento da Defesa, não existe situação de urgência, visto que o pedido foi protocolado em 14/8/2026, para que o atendimento fosse realizado uma semana depois, somente em 21/8/2026
Esta autorização constitui a primeira saída de Bolsonaro da prisão domiciliar desde 4 de maio, quando se ausentou para tratamento no ombro.
O ex‑presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses e permanece em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março, originalmente concedida para recuperação de broncopneumonia.
Paralelamente, Moraes mantém restrições a visitas, proibindo contatos de natureza político‑eleitoral até o fim das eleições de 2026 e suspendeu visitas gerais por 30 dias, permitindo apenas profissionais de saúde e a equipe jurídica.
