Parlamentares, dirigentes esportivos e atletas celebraram os avanços do esporte
brasileiro e o desempenho cada vez mais expressivo de atletas brasileiros em
competições internacionais durante sessão solene do Congresso Nacional realizada
nesta quarta-feira (3). A homenagem marcou os 112 anos do Comitê Olímpico do
Brasil (COB), entidade responsável pela coordenação técnica, administrativa e
institucional do movimento olímpico no país.
A sessão foi requerida (REQ 14/2026 – Mesa
[https://www.congressonacional.leg.br/materias/pesquisa/-/materia/174146]) pela
senadora Leila Barros (PDT-DF) e pelo deputado Saulo Pedroso (PSD-SP). Segundo a
senadora, o COB ocupa lugar central na história do esporte brasileiro, com
contribuições importantes para a construção de políticas de desenvolvimento
humano, social e esportivo. Para ela, a entidade também ajudou a projetar
internacionalmente a imagem do Brasil por meio da participação nacional nos
jogos olímpicos.
— Fundado em 1914, o Comitê Olímpico do Brasil foi o primeiro comitê olímpico
nacional da América do Sul e, desde então, sua trajetória acompanha a própria
evolução do esporte brasileiro, desde os primeiros passos da organização
esportiva nacional até a consolidação do Brasil como uma potência olímpica
reconhecida internacionalmente — afirmou.
Saulo Pedroso elogiou o trabalho do COB e destacou sua trajetória, governança,
transparência e papel no desenvolvimento esportivo nacional. O parlamentar
também ressaltou a importância de associações, clubes, federações e projetos de
base que atuam nas comunidades e formam atletas desde a iniciação esportiva.
A secretária nacional de Excelência Esportiva, Iziane de Oliveira, destacou a
importância do COB na preparação e no desenvolvimento dos atletas.
— Ao longo desses 112 anos, o COB consolidou-se como uma das instituições mais
importantes do esporte nacional, contribuindo decisivamente para a evolução do
alto rendimento brasileiro e para os resultados que hoje enchem o nosso país de
orgulho — declarou Iziane, que também é atleta olímpica.
IMPORTÂNCIA SOCIAL
O presidente do COB, Marco Antônio La Porta, defendeu o esporte como instrumento
de transformação social. Segundo ele, embora a entidade desempenhe papel
fundamental no desempenho dos atletas brasileiros em competições internacionais,
sua missão vai além da busca por resultados imediatos.
— Talvez nossa grande missão seja plantar sementes: sementes de uma cultura
esportiva mais forte, semente de um país mais ativo, semente de oportunidades
para milhões de crianças e jovens, sementes de uma visão de longo prazo que
transforma o esporte em política permanente, desenvolvimento nacional — afirmou.
O vice-presidente da Comissão de Atletas do COB, Rafael Carlos da Silva,
destacou que o impacto do esporte vai muito além das medalhas e dos resultados
olímpicos. Segundo ele, a prática esportiva oferece propósito, inspira sonhos e
contribui para afastar crianças e jovens da violência e das drogas.
A judoca medalhista olímpica Ketleyn Quadros ressaltou que o sucesso de um
atleta é resultado de um esforço coletivo que envolve família, treinadores,
instituições e profissionais que acreditam no potencial esportivo antes mesmo
dos resultados aparecerem. Ao recordar momentos marcantes de sua carreira, como
ter sido porta-bandeira do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio e conquistar uma
nova medalha nos Jogos Olímpicos de Paris, reforçou a importância do esporte na
formação pessoal e na criação de oportunidades.
FINANCIAMENTO
Os participantes destacaram a evolução do movimento olímpico brasileiro e o
papel fundamental do COB na ampliação do apoio aos atletas e no fortalecimento
do esporte nacional. Ao atribuir parte desses resultados ao aumento dos
investimentos e ao fortalecimento das políticas públicas para o setor, eles
defenderam a preservação dos mecanismos de financiamento do esporte.
Entre as preocupações apresentadas está a proposta em discussão no âmbito da
chamada PEC da Segurança Pública
[https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/172997], que,
segundo os participantes, poderá reduzir em cerca de 30% recursos atualmente
destinados ao esporte para financiar o Sistema Nacional de Segurança Pública.
Também foi defendida a derrubada do veto à isenção tributária para a importação
de equipamentos esportivos.
— Estamos defendendo apenas a preservação dos investimentos que já foram
conquistados, que hoje ajudam a transformar vidas. Porque o esporte não é custo,
o esporte é investimento: em saúde, em educação, em segurança pública, em
sentimento, em desenvolvimento humano — defendeu La Porta.
Também participaram da sessão o diretor-geral do COB e medalhista olímpico do
vôlei de praia, Emanuel Fernando Scheffer Rêgo; o deputado Luiz Lima (Novo-RJ);
o presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Felipe Tadeu Moreira Lima
do Rêgo Barros e a ex-atleta olímpica do vôlei Virna Cristine Dias Piovezan.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


