Em entrevista recente, o CEO da LATAM Brasil detalhou as projeções referentes à nova reforma tributária. Segundo o executivo, a empresa estima que a carga tributária anual possa crescer de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões, um aumento de R$ 4 bilhões por ano. Esses números foram apresentados como base para avaliar os efeitos da reforma no setor.
A estimativa inclui todos os tributos que incidem sobre as atividades da companhia aérea, abrangendo tanto impostos diretos quanto contribuições indiretas. O cálculo reflete o cenário em que o novo modelo de impostos esteja totalmente operacional.
Reações de Gol e Azul
Além da LATAM, outras grandes empresas do segmento aéreo, como Gol e Azul, manifestaram preocupações semelhantes. As duas companhias têm defendido alterações nas regras da reforma, argumentando que o setor já enfrenta uma estrutura de custos elevada. Segundo seus representantes, a carga tributária adicional poderia comprometer a competitividade das linhas aéreas.
As reclamações das empresas giram em torno da necessidade de que a legislação reconheça a particularidade dos custos da aviação, que incluem itens como combustível, manutenção e leasing de aeronaves.
Estrutura de custos e pressões sobre tarifas
Entre os principais custos que podem ser impactados pela alta tributária estão o combustível, a manutenção e o leasing de aeronaves. A variação do dólar também exerce influência direta sobre esses itens, ampliando a vulnerabilidade das companhias.
Os executivos alertam que o aumento de custos dificilmente será absorvido integralmente pelas operadoras. Parte da elevação deverá ser repassada aos passageiros, elevando o preço das passagens.
LATAM paga 2 BILHÕES de reais por ano em impostos e pode subir para 6 bilhões com a nova reforma tributária
Essa declaração reforça a magnitude do impacto financeiro estimado. O discurso das empresas enfatiza que margens mais apertadas podem restringir investimentos e limitar a expansão da rede de voos.
