O Instituto Cândida Vargas (ICV), por meio do seu programa ICVio, realizou na tarde da última quinta-feira (29) a oficina ‘Quem cuida de quem cuida? – Roda de escuta, afetos e fortalecimento coletivo’. A atividade foi direcionada a profissionais de saúde envolvidos no acolhimento de mulheres em situação de violência atendidas pelo serviço de referência.
Realizada no Centro de Estudos do ICV, a oficina foi ministrada pela professora Juliana Sampaio, doutora em Saúde Pública pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O objetivo da iniciativa foi promover um espaço de escuta, partilha de experiências e fortalecimento emocional para os profissionais que lidam diariamente com as demandas de mulheres que sofreram violência.
Sandra Garcia, coordenadora do ICVio, enfatizou a importância de oferecer cuidado também aos profissionais que acolhem essas mulheres, considerando os impactos emocionais envolvidos neste trabalho. “Diante do desgaste emocional vivenciado pelos profissionais que acolhem diariamente a dor de mulheres em situação de violência, torna-se fundamental promover momentos de cuidado, escuta qualificada e acolhimento voltados também para quem cuida”, afirmou.
Garcia também ressaltou que esses espaços contribuem para o fortalecimento do trabalho coletivo e para a melhoria da assistência oferecida às usuárias do serviço. “Essas vivências são espaços de partilha, reflexão e fortalecimento, que possibilitam reconhecer sentimentos, elaborar as repercussões emocionais do trabalho e construir estratégias coletivas de cuidado. Entendemos que espaços de partilha também são essenciais para fortalecer o acolhimento humanizado e a qualidade da assistência oferecida às mulheres em nosso serviço de referência”, complementou.
A oficina proporcionou ainda aos participantes um momento de reflexão sobre a importância de manter um olhar sensível e humanizado no atendimento a mulheres que buscam apoio em situações de violência.
Para a psicóloga Nyedja Soares, a experiência contribuiu para renovar a motivação e reforçar o compromisso com a escuta qualificada. “Saio dessa vivência mais motivada para acolher e escutar essas usuárias em seu momento tão difícil. Que tenhamos sempre um olhar diferenciado e acolhedor para cada mulher em situação de violência”, declarou.
Fonte: joaopessoa.pb.gov.br

